Let the games begin

(qualquer animal é livre de abandonar este blog assim que se sinta medianamente confuso)

12 agosto 2011

o colaborador

sabes que está na hora de mudar de emprego quando todos os dias te apetece cortar os pulsos... a alguém.

11 julho 2011

marketing com o cú

eu pensava que ver um jornal pseudo-sério como o Sol a oferecer Gormitis era aquele ponto em que uma "marca", o mais descaradamente dava o cú.

até que à pouco me toca à campainha uma atraente loira e diz "Estou aqui para lhe fazer um convite."

e eu pensei, pronto, era uma questão de tempo até que um daqueles programas dos apanhados em que as mulheres exibem os seios, me apanhasse desprevenido.

retorqui com um natural "Convite para que?"

ao que a loira, sem aproximar as mãos aos cabelos ou aos botões da camisa, respondeu num português quase perfeito: "Para a Assembleia Nacional das Testemunhas de Jeová"...

- Ahh, pois, olhe não 'tou interessado!
(e apagou-se a luz do intercomunicador)

05 julho 2011

04 julho 2011

03 julho 2011

quanto ao karaoke

só concebo duas soluções:

opção c: Columbine
opção e: Escherichia Coli

ainda assim nutro mais simpatia pela primeira.

02 julho 2011

números

porque eu também gosto de números.

o estado actual da minha antiga escola , no que diz respeito ao seu corpo docente, é o seguinte:

172 professores, tendo
- 152 a licenciatura
- 10 o bacharel.

I rest my case...
as well as any hope for future generations.


Fonte: "Projecto Educativo" do dito estabelecimento de ensino.

30 junho 2011

do natal e da economia fornicadora

sobre o subsídio de natal, jovem, olha que já não estás a militar só para os sócios da JSD...

P.S.(d.) - põe os olhos na Grécia... o lume dos brandos costumes sobe, os ânimos aquecem e se fervem, vão te explodir na cara.

quem?

who the fuck is Angélico Vieira?

02 junho 2011

grande espiga

alguém aqui no escritório cheira a velho pouco asseado pelo terceiro ou quarto dia seguido, e estou quase certo de que não sou eu.

alem disso alguem fez o favor de se abrir dentro do comboio em plena travessia sobre o Tejo, e enquanto o cheiro a bufa corria os veios nasais dos demais, pensei que ia ficar com o olfacto danificado para o resto do dia, até o cerebro fazer um reset durante a próxima noite.

mas não, um dos meus colegas menos asseados fez-me o favor de me certificar de que o aparelho nasal está em perfeitas condições operacionais.

14 abril 2011

run away

a empresa onde trabalho tem tantos bichas que estão a pensar em abrir um badocha park.

13 abril 2011

core

há melodias, chamemos-lhe assim, que embora num inglês perfeito, parecem conter subliminarmente a mensagem, em português clarissimo, "bebe uma", transportando-me de volta aos meus 16-18 anos.

o Core é uma álbum perigosíssimo pois todo ele são melodias destas. 

enjoy STP.

25 março 2011

do crescimento económico

o sistema está montado sobre a falácia do crescimento infinito da economia assente na sociedade de consumo.

a parte da sociedade de consumo está mais que bem conseguida. basta olhar para discotecas e centros comerciais.

mas apenas um (ou vários milhões) louco pode acreditar que algo cresce infinitamente.

24 março 2011

trabalhar rapaziada

"Haja Governo ou não, queremos alertar para o facto de não poder haver no século XXI alunos a abandonar os estudos por falta de bolsas", disse Gonçalo Carrilho ao I.

já não bastam alguns adultos que não compreendem que direitos adquiridos não podem ser direitos vitalícios, e ainda os (nem tanto) putos vêem reclamar direitos que nalgum sonho húmido concrtizaram como reais...

tenho que concordar com o Mia Couto (acho mas não tenho a certeza). não haja aí algum cientista brilhante que ponha uma galinha a cagar um ovo de ouro a cada 10 segundos e esta rapaziada vai andar toda a Xanax e coca quando sair do mundinho universitário e conhecer o mundo real.

trabalhar rapaziada. trabalhar de dia e estudar de noite. trabalhar de noite e estudar de dia. trabalhar aos fins de semana e estudar aos dias úteis. trabalhar 3 ou 4 part-times de julho a setembro.

o trabalho não dignifica, mas paga muita coisa.

22 fevereiro 2011

áquela senhora(?) que ontem se sentou ao meu lado no comboio

eu compreendo que se vista de um modo menos feminino, que não use maquilhagem, que se descuide um pouco com o peso.
eu mesmo visto um look mais masculino, lá ponho um cremezito de vez em quando, quando a pele ameaça tornar-se em escamas, e até há bem pouco tempo atrás tinha mais 11 quilos.

mas, no caso de ser fumadora, e espero bem que seja, deveria lavar a roupa mais frequentemente.
ontem quase me veio à boca aquela mistura de sucos gástricos com saliva que antecede o vómito quando a senhora se sentou ao meu lado.

olhe, cheira mesmo muito mal.

suponho que hoje vista o mesmo casaco azul, que já tenha fumado uns 4 cigarritos, portanto a mensagem serve para hoje também.

15 fevereiro 2011

o retorno do chico,

eu costumo levar as vendas/compras online a sério, mas há tipos que...

esquecidas as perguntas que ficaram por fazer, e qualquer semelhança com os magistrados que pseudo-inquiriram José Sócrates sobre o caso Freeport é pura coincidência, eis que o chico retorna à caixa. à caixa do correio.

animal B (respondendo):
"30euros já com portes, eles novos estão a 50euros"

animal A:
"Caro animal B, 
uma vez que a cor branca não faz o seu género,
o preço passa a €45 aos quais acrescem os portes de envio.


Com os melhores cumprimentos,
Animal A"



outras questões se levantam...

1 - será que o animal B se vai lembrar que o preço original eram €40?
2 - será que com "genero" o animal B se referia ao "género"?
3 - será que por a cor ser "branca" (não em pó), a considera demasiado efeminada para si?
4 - haverá por aí uma namora a dar na cabeça a um animal qualquer e a dizer-lhe, "mas porque é que te mostraste desinteressado ao início" (e muitas mais coisas que não vou reproduzir - que elas quando começam...)?
5 - será que vale a pena dizer que o XPTO 666 já foi vendido há muito?

14 fevereiro 2011

podes esperar sentado ó chico...

(contexto) animal A vende um produto, animal B pretende adquirir o produto.

animal A tenta a venda online (ou como é fashion dizer » em linha):

"Vendo telemovel XPTO 666 por €40.
Aparelho como novo pois apenas teve duas semanas de utilização e tem ainda mais de ano e meio de garantia. Etc, etc, etc, fotos, mais link para mais imagens... yada yada yada."

animal B contacta animal A por e-mail:

"dou lhe 25euros ja com portes, eles na loja estão a 50euros e a cor branca nao faz o meu genero.
aguardo"

animal A responde por e-mail ao animal B:

"Pode aguardar sentado animal B.
Com os melhores cumprimentos,
Animal A."



não estivesse eu demasiado ocupado a simular intensiva laboração, e algumas questões teriam brotado por entre a estupefacção.

1 - porque é que o animal B me queria dar "25euros" sem me conhecer de lado nenhum?
1.1 - será que o animal B me conhece?
1.1.1 - será que estava a tentar comprar favores sexuais?

2 - porque estão os "portes" tão caros, e porque se vendem "na loja"?
2.1 - será a loja calão para esquina e portes calão pra "grama"?
2.1.1 - será o animal B um traficante?

3 - se "a branca" não faz o género dele, será que consome (e/ou) vende castanha?
3.1 - será que a castanha está a 25 euros a grama, e a branca a €50?
3.1.1 - será que o animal B é um prostituto traficante ou um tarado caroxo?

4 - o que raio é um "genero"?

10 fevereiro 2011

o que é um delegado de informação médica? e porque gosta ele de Cavaco?

quando forem à farmácia e a pessoa do outro lado do balcão lhe disser:

"São €39,84 s.f.f.. Se ao menos o diploma sobre a prescrição pelo principio activo não tivesse sido vetado... ficava-lhe por €14.53.",

lembrem-se do que fizeram no dia  23 de Janeiro de 2011.

56% dos portugueses adultos foram activa e passivamente responsáveis pela reeleição de Cavaco.

por cada dois portugueses a lamentarem-se pelo menos um não tem um pingo de legitimidade para o fazer...

Cavaco, homem do povo, não poderia deixar de mostrar o seu apoio ás empresas farmaceuticas, aos duendes parasitas que ocupam os gabinetes médicos com promessas de viagens e contas offshore, e claro, dessa classe despreviligiada que são os médicos em Portugal.

que se lixe o zé que eu já estou Belém, o Dr. é que é um porreiraço.

08 fevereiro 2011

o mundo que já não é, nem volta a ser

ontem ouvia o Alvim a debater-se para perceber como pode existir algo como Filosofia para Crianças, quando "elas têm um nível de atenção... perto do zero".
acenei que sim com a cabeça em concordância...

enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).

o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.

como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.

com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.

ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.

empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.

e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...

via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.

06 fevereiro 2011

medievel style

devo confessar que gostava à brava de conhecer o/a tipo/a que cria as músicas para os anúncios publicitários do pingo doce...

à brava mesmo... medievel style.

02 fevereiro 2011

stats

devo confessar que estou profundamente transtornado com o desaparecimento das duas visualizações originárias da "Cingapura" que figuravam nas stats deste blog...

31 janeiro 2011

negative creep

a senhora, no autocarro:

"O senhor deixa-me sair pela frente?"

o motorista:

"Não. Só pela porta."




fridays afternoon rule.

28 janeiro 2011

i want you to know what i know, but not to know me

foi-me hoje apresentada uma curiosa forma de desperdiçar tempo na Internet.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.

esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.

há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.

27 janeiro 2011

a maldição do negro do papelinho branco

se usam transportes públicos, pelo menos em Lisboa, já tiveram com certeza vários encontros imediatos com os mensageiros dos mestres feiticeiros de Algés aos Anjos.

os meus elevados padrões de cortesia não me permitem habitalmente desviar o olhar de quem se coloca no meu caminho, e, socializado com estes seres das entradas e saídas das estações de transportes públicos, já consigo controlar a reacção defensiva quando à porta duma estação um tipo me joga a mão direito ao bucho.

educadamente, digo "não", ou aceno com a cabeça que não, ou quando venho mais atento, estico logo a mão com a palma virada para baixo em direcção à mão que lá vem. ou mesmo as três.

o que me já me pareceu mais inocente e inócuo é aquela rápida reacção de recolher o braço e bater com o papelinho nos papéis da outra mão provocando um estalido que mais parece uma chapada sem mão e sem cara.

estou plenamente convencido que aquilo é parte, senão o todo de uma praga rogada a todos os que rejeitam o papelinho.

26 janeiro 2011

flood

no comboio, para a amiga:

"Ahh este ano tenho que ir assim a algum lado...
Não sei, queria ir ao Brasil.
Mas estão lá as cheias..."

a vitória da minoria face à irresponsabilidade da maioria

mais de metade dos Portugueses maiores de idade abstiveram-se de votar (53.4%).
foram quase 5 milhões e 140 mil pessoas que preferiram não intervir no seu próprio futuro. ou porque estava muito frio, ou porque é uma chatice, ou apenas porque não apeteceu.
mas desses quase 5.140.000 houve qualquer coisa como 318 mil pessoas a desperdicar o presente ao mesmo tempo que empenhavem o futuro ao contribuirem com o seu voto nulo ou branco.

contabilizando a ridícula candidatura de José Coelho, mais de 5 milhões e 329 mil portugueses contribuiram, activamente e passivamente, para que uma minoria de 2.230.140 pessoas (dum total de cerca de 9 milhões e 625 mil portugueses) elegessem o coveiro do País - que vai começar desde já e durante os próximos 6 meses a elaborar a bela da sepultura.
podemos, portanto, contar com um Governo PSD e um Presidente PSD lá para Setembro de 2011.

somos cerca de 11 milhões e 300 mil com nacionalidade Portuguesa, onde se contam qualquer coisa como 9 milhoes e 625 mil eleitores.
no entanto bastaram pouco mais de 2 milhões e 230 mil pessoas para reelegerem Cavaco.

isto é, bastaram cerca de 23,5% dos portugueses maiores de idade, com o dever cívico e a responsabilidade moral da escolha individual que lhes são imputadas pela vida em sociedade, para fazerem Cavaco Silva ganhar as presidenciais de 2011.

menos de um 1/4 dos adultos dum Pais decidiram quem será o Presidente desse mesmo país.

ridículo.

25 janeiro 2011

something in the way

anteontem foi um dia em que me incomodou particularmente as pessoas que se passeiam no espaço público como galinha a quem acabaram de cortar a cabeça.
uma pessoa normal tende a olhar para a frente, ou pelo menos para onde se desloca - mas algumas pessoas julgam que um passeio de 100 metros quadrados lhes está reservado...

ontem passei por um blog onde uma miuda de queixava que depois de sair de uma frequência enfrentou 10 degraus duma escada como um gato com meias nos pés, i.e. amachucou o corpinho todo.

o pensamento mais piedoso que lhe consegui dispensar foi: bem feita que é para não andarem com os cornos no ar! 

21 janeiro 2011

Cavaco está podre

o Cavaco está podre.

Cavaco está para a nação como o Santana Lopes está para o PSD.
cheira mal que tresanda à podridão da corrupção.

mas Cavaco continua como Santana, no activo.
porque é do melhor que os Partidos teem para oferecer de si (o que diz muito das forças partidárias).

a gulosice que o zé povinho tem pela desgraça não lhe permite distinguir entre a desgraça que além passa e a que para cá trazem.

na hora de "botar a cruz", botam-na em si mesmos.
não interessa a corrupção, o que vale é a ilusão e o desgarrar do mundo real que passa mas fica; venha mais fruta podre.

é por isso que pelo menos mudar é, no mínimo, melhor que ficar na mesma.
uma fruta menos podre está sempre... menos podre.
(ás vezes a política pode ser uma coisa muito simples)

donde que:
 

veio daqui,  obrigado tulipa por a teres "furtado" - não deixem de votar pois ( . )

20 janeiro 2011

ele há dias...

faltam-me desperdiçar 7 horas e 30 minutos da minha vida para ter um pouco de descanso, algum tempo para ler e viver um bocadinho.

pondo as coisas nestes termos, alguem tem um emprego decente para mim?

18 janeiro 2011

15 centimos pelo teu respeito

adoro quando os taxistas, depois de pararem o carro, demoram uns bons 5 a 10 segundos a conseguirem alcançar o taximetro.
é como se desenvolvessem uma momentânea atrofia muscular, curiosamente sempre no braço direito.

será que por facturarem mais 15 centimos por 3 ou 4 segundos vale a pena que a outra pessoa perca todo o possível respeito por um desconhecido?

o respeito vale mais quando nutrido por pessoas que nos são queridas, mas porra, por 15 centimos!!!!

17 janeiro 2011

lifestyle guidelines: optimistic minute of the month

tentar é difícil.
falhar é lixado.

falhar não é necessariamente um problema.

o problema não é não conseguir.
o problema é deixar de tentar.

14 janeiro 2011

fog

será que a Inglaterra está a comprar dívida portuguesa e a pagar com nevoeiro?

estado da "nação"

por momentos, em pé, senti-me pessoa, um par.
falaram-se números, riram-se de nadas, sorriram sem rir, falou-se e ouviu-se.
terminada a palestra, ocultando-se as desigualdades e enaltecendo-se a grandiosidade do ser uno, é tempo de voltar à realidade.

os deuses no seu céu pairando sobre nuvens de ignorância e ladeados por brisas de ignobilidade.
os working dogs de volta às suas secretárias, sentados a laborar, com minutos cronometrados e costas tortas.
os seres superiores deambulam como empty vessels que são ostentando a sua gordura de formosura e vazio intelectual disfarçado de cargo empossado.

são nadas que nada fazem pelo mundo e nada deixarão senão espaço.
muito espaço.

13 janeiro 2011

El Palestino

aquele que é possivelmente um dos melhores trabalhos de investigação jornalística de sempre já aí está traduzido na língua que era de Camões.

e porque não começar pelo meio para o apresentar.
"Antonio Salas" despendeu de 6 anos da sua vida familiar e social para viver o Islamismo radical e apresentar-nos um conjunto (que se adivinha admirável e invejável) de dados, que de outra forma não poderiam ser fidedignamente apresentados.

pelas primeiras páginas está tão aconselhável como o seu trabalho prévio, no mínimo.
este jornalista não escreve romances. não escreve fantasia.
escreve realidade. e a realidade pode ser muito suja e dura, por isso, quanto ao seu trabalho prévio, leiam umas páginas a meio antes de considerarem a compra.

quanto a'O Palestiniano, espero lê-lo em breve.

12 janeiro 2011

keep rollin'

o mundo tal como nos é apresentado é demasiado merdoso e cravejado de ignorância e maldade para ser levado a sério.
por isso há que proceder à selecção de uma dúzia de coisas às quais se atribua real importância,
o resto são merdas que se passam e que passam.

há sempre danos colaterais. pelo que a selecção deve ser cuidadosa e mutável.

a medida em que algo é verdadeiramente mau ou trágico está directamente associada à importância e relevância atribuída a um conjunto de factores que determinem a existência desse algo.

11 janeiro 2011

castro & cash

"Go tell that long tongue liar, go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell'em God's gonna cut'em down
Tell'em God's gonna cut'em down"



Está cientificamente provado que o Johnny Cash teve o desprazer de conhecer o Carlos Castro.

08 janeiro 2011

artista

o que é que:

- comprar mais de 170 euros em livros duma só vez;
- quase, quase papar a Soraia Chaves;
- mostrar o rego do cu no grande ecrã.


têm em comum???





o Ivo Canelas



p.s. tens mesmo que fazer alguma coisa em relação a esse bigode! urgentemente.

04 janeiro 2011

buy buy

nações, nacionalidades e nacionalismos são ferramentas operadas pelas grandes empresas para controlar o indivíduo.
isto porque já não há cidadãos, só consumidores.

03 janeiro 2011

danos colaterais - ano novo, mesma gente

"17 million people.
This is got to be the fifth biggest economy in the world and no one knows each other.
I read about this guy who gets on the MTA here, dies.
Six hours he's riding the subway before anybody notices his corpse doing laps around L.A., people on and off sitting next to him.
Nobody notices."

2011

estou tão desiludido com a humanidade que nem me apetece usar discurso próprio.