eu costumo levar as vendas/compras online a sério, mas há tipos que...
esquecidas as perguntas que ficaram por fazer, e qualquer semelhança com os magistrados que pseudo-inquiriram José Sócrates sobre o caso Freeport é pura coincidência, eis que o chico retorna à caixa. à caixa do correio.
animal B (respondendo):
"30euros já com portes, eles novos estão a 50euros"
animal A:
"Caro animal B,
uma vez que a cor branca não faz o seu género,
o preço passa a €45 aos quais acrescem os portes de envio.
Com os melhores cumprimentos,
Animal A"
outras questões se levantam...
1 - será que o animal B se vai lembrar que o preço original eram €40?
2 - será que com "genero" o animal B se referia ao "género"?
3 - será que por a cor ser "branca" (não em pó), a considera demasiado efeminada para si?
4 - haverá por aí uma namora a dar na cabeça a um animal qualquer e a dizer-lhe, "mas porque é que te mostraste desinteressado ao início" (e muitas mais coisas que não vou reproduzir - que elas quando começam...)?
5 - será que vale a pena dizer que o XPTO 666 já foi vendido há muito?
o observação animal vem partilhar conclusões emergentes da observação do animal sobre os animais. será sobre ocorrências da vida quotidiana. o que tem de distinto do blog habitual é que, o que o animal aqui partilha não tem necessariamente que seguir uma linha de raciocínio, exalar nexo, tão pouco agradar a qualquer outro animal. são pensamentos que se me ocorrem. poderão não ser profundos, poderão ser incompreensíveis, mas serão genuínos. é como me apetecer.
Let the games begin
(qualquer animal é livre de abandonar este blog assim que se sinta medianamente confuso)
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15 fevereiro 2011
o retorno do chico,
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14 fevereiro 2011
podes esperar sentado ó chico...
(contexto) animal A vende um produto, animal B pretende adquirir o produto.
animal A tenta a venda online (ou como é fashion dizer » em linha):
"Vendo telemovel XPTO 666 por €40.
Aparelho como novo pois apenas teve duas semanas de utilização e tem ainda mais de ano e meio de garantia. Etc, etc, etc, fotos, mais link para mais imagens... yada yada yada."
animal B contacta animal A por e-mail:
"dou lhe 25euros ja com portes, eles na loja estão a 50euros e a cor branca nao faz o meu genero.
aguardo"
animal A responde por e-mail ao animal B:
"Pode aguardar sentado animal B.
Com os melhores cumprimentos,
Animal A."
não estivesse eu demasiado ocupado a simular intensiva laboração, e algumas questões teriam brotado por entre a estupefacção.
1 - porque é que o animal B me queria dar "25euros" sem me conhecer de lado nenhum?
1.1 - será que o animal B me conhece?
1.1.1 - será que estava a tentar comprar favores sexuais?
2 - porque estão os "portes" tão caros, e porque se vendem "na loja"?
2.1 - será a loja calão para esquina e portes calão pra "grama"?
2.1.1 - será o animal B um traficante?
3 - se "a branca" não faz o género dele, será que consome (e/ou) vende castanha?
3.1 - será que a castanha está a 25 euros a grama, e a branca a €50?
3.1.1 - será que o animal B é um prostituto traficante ou um tarado caroxo?
4 - o que raio é um "genero"?
animal A tenta a venda online (ou como é fashion dizer » em linha):
"Vendo telemovel XPTO 666 por €40.
Aparelho como novo pois apenas teve duas semanas de utilização e tem ainda mais de ano e meio de garantia. Etc, etc, etc, fotos, mais link para mais imagens... yada yada yada."
animal B contacta animal A por e-mail:
"dou lhe 25euros ja com portes, eles na loja estão a 50euros e a cor branca nao faz o meu genero.
aguardo"
animal A responde por e-mail ao animal B:
"Pode aguardar sentado animal B.
Com os melhores cumprimentos,
Animal A."
não estivesse eu demasiado ocupado a simular intensiva laboração, e algumas questões teriam brotado por entre a estupefacção.
1 - porque é que o animal B me queria dar "25euros" sem me conhecer de lado nenhum?
1.1 - será que o animal B me conhece?
1.1.1 - será que estava a tentar comprar favores sexuais?
2 - porque estão os "portes" tão caros, e porque se vendem "na loja"?
2.1 - será a loja calão para esquina e portes calão pra "grama"?
2.1.1 - será o animal B um traficante?
3 - se "a branca" não faz o género dele, será que consome (e/ou) vende castanha?
3.1 - será que a castanha está a 25 euros a grama, e a branca a €50?
3.1.1 - será que o animal B é um prostituto traficante ou um tarado caroxo?
4 - o que raio é um "genero"?
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08 fevereiro 2011
o mundo que já não é, nem volta a ser
ontem ouvia o Alvim a debater-se para perceber como pode existir algo como Filosofia para Crianças, quando "elas têm um nível de atenção... perto do zero".
acenei que sim com a cabeça em concordância...
enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).
o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.
como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.
com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.
ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.
empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.
e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...
via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.
acenei que sim com a cabeça em concordância...
enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).
o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.
como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.
com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.
ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.
empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.
e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...
via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.
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Verão Azul
28 janeiro 2011
i want you to know what i know, but not to know me
foi-me hoje apresentada uma curiosa forma de desperdiçar tempo na Internet.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.
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