Let the games begin

(qualquer animal é livre de abandonar este blog assim que se sinta medianamente confuso)
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27 janeiro 2011

a maldição do negro do papelinho branco

se usam transportes públicos, pelo menos em Lisboa, já tiveram com certeza vários encontros imediatos com os mensageiros dos mestres feiticeiros de Algés aos Anjos.

os meus elevados padrões de cortesia não me permitem habitalmente desviar o olhar de quem se coloca no meu caminho, e, socializado com estes seres das entradas e saídas das estações de transportes públicos, já consigo controlar a reacção defensiva quando à porta duma estação um tipo me joga a mão direito ao bucho.

educadamente, digo "não", ou aceno com a cabeça que não, ou quando venho mais atento, estico logo a mão com a palma virada para baixo em direcção à mão que lá vem. ou mesmo as três.

o que me já me pareceu mais inocente e inócuo é aquela rápida reacção de recolher o braço e bater com o papelinho nos papéis da outra mão provocando um estalido que mais parece uma chapada sem mão e sem cara.

estou plenamente convencido que aquilo é parte, senão o todo de uma praga rogada a todos os que rejeitam o papelinho.

26 setembro 2010

looking for me?

entrar ali na porta do fundo, levar com aquele bafo quente e ver a irmã coxa do Robocop a dirigir-se a mim de canadianas e óculos escuros é mais do que aquilo que posso aguentar.

não há mais sinais que possam demonstrar tanto o quanto eu tenho que me por daqui para fora.