há melodias, chamemos-lhe assim, que embora num inglês perfeito, parecem conter subliminarmente a mensagem, em português clarissimo, "bebe uma", transportando-me de volta aos meus 16-18 anos.
o Core é uma álbum perigosíssimo pois todo ele são melodias destas.
enjoy STP.
o observação animal vem partilhar conclusões emergentes da observação do animal sobre os animais. será sobre ocorrências da vida quotidiana. o que tem de distinto do blog habitual é que, o que o animal aqui partilha não tem necessariamente que seguir uma linha de raciocínio, exalar nexo, tão pouco agradar a qualquer outro animal. são pensamentos que se me ocorrem. poderão não ser profundos, poderão ser incompreensíveis, mas serão genuínos. é como me apetecer.
Let the games begin
(qualquer animal é livre de abandonar este blog assim que se sinta medianamente confuso)
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13 abril 2011
core
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08 fevereiro 2011
o mundo que já não é, nem volta a ser
ontem ouvia o Alvim a debater-se para perceber como pode existir algo como Filosofia para Crianças, quando "elas têm um nível de atenção... perto do zero".
acenei que sim com a cabeça em concordância...
enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).
o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.
como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.
com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.
ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.
empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.
e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...
via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.
acenei que sim com a cabeça em concordância...
enquanto preparava o jantar calhei a apanhar um dos primeiros (senão o primeiro) episódio do Verão Azul na RTP Memória.
alguns minutos de Verão Azul relembraram-me que eu tinha um nível de atenção bem acima do zero, assim como o tinha o Tito, o "pequeno português" - apesar de não ser grande espada na escola (eu).
o mundo muda dramaticamente de dia para dia.
e vejo tanta melhoria como degradação.
como diz Bourdin, queremos fugir do nosso mundinho atribulado para a simplicidade de outrora. no caso específico de Bourdin, abandonar o excesso de haveres (muitos deles tecnológicos), em prol da simplicidade do quotidiano das vilas simples do sul de França - mas sem o trabalho árduo e desagradável suor que lhe está associado.
com as crianças não é muito diferente. os filhos passam da coisa mais desejada a trabalhos indesejados (e a evitar quando possível).
custa menos mudar uma fralda com um quilo de presente fumegante no início, que levar a criança ao parque meia hora dez anos mais tarde.
ás veses, refugiamo-nos no lugar comum da "idade parva" para rejeitar dar aquela atenção extra de precisam as crianças numa das alturas mais importantes em se forma o seu carácter - não aquilo que lhes ensinam como correcto e errado, mas aquilo que elas passam a considerar correcto e errado.
empurramo-los para as Playstations, Internets e núltiplos canais de televisão, a matar pessoas porque é divertido e porque podem, ver pornografia porque é fixe e está lá, e a ver séries televisivas e novelas onde as acções são fantasiosas e os diálogos roçam o ridículo.
e passar tardes inteiras a brincar na rua com os amigos do bairro? jogar à apanhada, futebol e ao garrafão? lembra-mse dos caldos na nuca, dos joelhos esfolados, da respiração a 100 à hora depois de passar a surumba sem ser apanhado?
eu cansava-me muito. e talvez por isso, apenas talvez, tinha momentos em que me concentrava afincadamente naquilo de que gostava.
não vivia na costa mediterrânica espanhola, nem tinha o Piranha como amigo, mas ainda assim vivia muitas aventuras.
e chegava a casa sujo, roto, ferido...
via um brilho nos olhos dos outros putos que hoje não consigo encontrar nas crianças adormecidas que vagueiam estas cidades.
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28 janeiro 2011
i want you to know what i know, but not to know me
foi-me hoje apresentada uma curiosa forma de desperdiçar tempo na Internet.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.
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27 janeiro 2011
a maldição do negro do papelinho branco
se usam transportes públicos, pelo menos em Lisboa, já tiveram com certeza vários encontros imediatos com os mensageiros dos mestres feiticeiros de Algés aos Anjos.
os meus elevados padrões de cortesia não me permitem habitalmente desviar o olhar de quem se coloca no meu caminho, e, socializado com estes seres das entradas e saídas das estações de transportes públicos, já consigo controlar a reacção defensiva quando à porta duma estação um tipo me joga a mão direito ao bucho.
educadamente, digo "não", ou aceno com a cabeça que não, ou quando venho mais atento, estico logo a mão com a palma virada para baixo em direcção à mão que lá vem. ou mesmo as três.
o que me já me pareceu mais inocente e inócuo é aquela rápida reacção de recolher o braço e bater com o papelinho nos papéis da outra mão provocando um estalido que mais parece uma chapada sem mão e sem cara.
estou plenamente convencido que aquilo é parte, senão o todo de uma praga rogada a todos os que rejeitam o papelinho.
os meus elevados padrões de cortesia não me permitem habitalmente desviar o olhar de quem se coloca no meu caminho, e, socializado com estes seres das entradas e saídas das estações de transportes públicos, já consigo controlar a reacção defensiva quando à porta duma estação um tipo me joga a mão direito ao bucho.
educadamente, digo "não", ou aceno com a cabeça que não, ou quando venho mais atento, estico logo a mão com a palma virada para baixo em direcção à mão que lá vem. ou mesmo as três.
o que me já me pareceu mais inocente e inócuo é aquela rápida reacção de recolher o braço e bater com o papelinho nos papéis da outra mão provocando um estalido que mais parece uma chapada sem mão e sem cara.
estou plenamente convencido que aquilo é parte, senão o todo de uma praga rogada a todos os que rejeitam o papelinho.
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20 janeiro 2011
ele há dias...
faltam-me desperdiçar 7 horas e 30 minutos da minha vida para ter um pouco de descanso, algum tempo para ler e viver um bocadinho.
pondo as coisas nestes termos, alguem tem um emprego decente para mim?
pondo as coisas nestes termos, alguem tem um emprego decente para mim?
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12 janeiro 2011
keep rollin'
o mundo tal como nos é apresentado é demasiado merdoso e cravejado de ignorância e maldade para ser levado a sério.
por isso há que proceder à selecção de uma dúzia de coisas às quais se atribua real importância,
o resto são merdas que se passam e que passam.
há sempre danos colaterais. pelo que a selecção deve ser cuidadosa e mutável.
a medida em que algo é verdadeiramente mau ou trágico está directamente associada à importância e relevância atribuída a um conjunto de factores que determinem a existência desse algo.
por isso há que proceder à selecção de uma dúzia de coisas às quais se atribua real importância,
o resto são merdas que se passam e que passam.
há sempre danos colaterais. pelo que a selecção deve ser cuidadosa e mutável.
a medida em que algo é verdadeiramente mau ou trágico está directamente associada à importância e relevância atribuída a um conjunto de factores que determinem a existência desse algo.
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04 janeiro 2011
buy buy
nações, nacionalidades e nacionalismos são ferramentas operadas pelas grandes empresas para controlar o indivíduo.
isto porque já não há cidadãos, só consumidores.
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30 novembro 2010
soy hombre
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24 setembro 2010
lay and roll
observando a aparente felicidade de alguns, o espírito é-me por vezes assolado pela aspiração de aspirar menos e com menor frequência.
felizmente passa-me rápido.
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22 setembro 2010
cu de judas
já tinha ouvido falar do cu de judas...
mas o Barreiro está muito à frente!
| (foto sem qualquer edição alem do cut) |
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16 setembro 2010
working your ass off
não trabalho para enriquecer. para enriquecer jogo no euromilhões.
também não trabalho para ser feliz.
mas procuro um mínimo de felicidade no trabalho.
nem que a atinja mudando ocasionalmente de emprego.
nem tem que ser para melhor. nem tem que ser para ganhar mais.
só a mudança em si, por vezes gera felicidade.
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