Let the games begin

(qualquer animal é livre de abandonar este blog assim que se sinta medianamente confuso)
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25 março 2011

do crescimento económico

o sistema está montado sobre a falácia do crescimento infinito da economia assente na sociedade de consumo.

a parte da sociedade de consumo está mais que bem conseguida. basta olhar para discotecas e centros comerciais.

mas apenas um (ou vários milhões) louco pode acreditar que algo cresce infinitamente.

22 fevereiro 2011

áquela senhora(?) que ontem se sentou ao meu lado no comboio

eu compreendo que se vista de um modo menos feminino, que não use maquilhagem, que se descuide um pouco com o peso.
eu mesmo visto um look mais masculino, lá ponho um cremezito de vez em quando, quando a pele ameaça tornar-se em escamas, e até há bem pouco tempo atrás tinha mais 11 quilos.

mas, no caso de ser fumadora, e espero bem que seja, deveria lavar a roupa mais frequentemente.
ontem quase me veio à boca aquela mistura de sucos gástricos com saliva que antecede o vómito quando a senhora se sentou ao meu lado.

olhe, cheira mesmo muito mal.

suponho que hoje vista o mesmo casaco azul, que já tenha fumado uns 4 cigarritos, portanto a mensagem serve para hoje também.

06 fevereiro 2011

medievel style

devo confessar que gostava à brava de conhecer o/a tipo/a que cria as músicas para os anúncios publicitários do pingo doce...

à brava mesmo... medievel style.

28 janeiro 2011

i want you to know what i know, but not to know me

foi-me hoje apresentada uma curiosa forma de desperdiçar tempo na Internet.
há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.

esta é pelo menos curiosa. quiçá com alguma utilidade terapêutica, assistindo no processo de deitar cá para fora merdas que nos importunam.
mas é sobretudo uma forma diferente de praticar o envolvimento no "mundo dos outros" enquanto nos abstraimos do nosso. o "mundo dos outros" não é nosso quando não há reciprocidade, e isso ainda é o que caracteriza grande parte da revolução informática.
na velha nova sociedade tecnológica a informação dissociou-se do conhecimento e passou a implicar poluição por excesso de informação irrelevante.

há muitas e variadas coisas, na forma e no conteúdo, que não importando para nada, interessam a muitos.
e cá vai mais uma.

27 janeiro 2011

a maldição do negro do papelinho branco

se usam transportes públicos, pelo menos em Lisboa, já tiveram com certeza vários encontros imediatos com os mensageiros dos mestres feiticeiros de Algés aos Anjos.

os meus elevados padrões de cortesia não me permitem habitalmente desviar o olhar de quem se coloca no meu caminho, e, socializado com estes seres das entradas e saídas das estações de transportes públicos, já consigo controlar a reacção defensiva quando à porta duma estação um tipo me joga a mão direito ao bucho.

educadamente, digo "não", ou aceno com a cabeça que não, ou quando venho mais atento, estico logo a mão com a palma virada para baixo em direcção à mão que lá vem. ou mesmo as três.

o que me já me pareceu mais inocente e inócuo é aquela rápida reacção de recolher o braço e bater com o papelinho nos papéis da outra mão provocando um estalido que mais parece uma chapada sem mão e sem cara.

estou plenamente convencido que aquilo é parte, senão o todo de uma praga rogada a todos os que rejeitam o papelinho.

26 janeiro 2011

flood

no comboio, para a amiga:

"Ahh este ano tenho que ir assim a algum lado...
Não sei, queria ir ao Brasil.
Mas estão lá as cheias..."

a vitória da minoria face à irresponsabilidade da maioria

mais de metade dos Portugueses maiores de idade abstiveram-se de votar (53.4%).
foram quase 5 milhões e 140 mil pessoas que preferiram não intervir no seu próprio futuro. ou porque estava muito frio, ou porque é uma chatice, ou apenas porque não apeteceu.
mas desses quase 5.140.000 houve qualquer coisa como 318 mil pessoas a desperdicar o presente ao mesmo tempo que empenhavem o futuro ao contribuirem com o seu voto nulo ou branco.

contabilizando a ridícula candidatura de José Coelho, mais de 5 milhões e 329 mil portugueses contribuiram, activamente e passivamente, para que uma minoria de 2.230.140 pessoas (dum total de cerca de 9 milhões e 625 mil portugueses) elegessem o coveiro do País - que vai começar desde já e durante os próximos 6 meses a elaborar a bela da sepultura.
podemos, portanto, contar com um Governo PSD e um Presidente PSD lá para Setembro de 2011.

somos cerca de 11 milhões e 300 mil com nacionalidade Portuguesa, onde se contam qualquer coisa como 9 milhoes e 625 mil eleitores.
no entanto bastaram pouco mais de 2 milhões e 230 mil pessoas para reelegerem Cavaco.

isto é, bastaram cerca de 23,5% dos portugueses maiores de idade, com o dever cívico e a responsabilidade moral da escolha individual que lhes são imputadas pela vida em sociedade, para fazerem Cavaco Silva ganhar as presidenciais de 2011.

menos de um 1/4 dos adultos dum Pais decidiram quem será o Presidente desse mesmo país.

ridículo.

17 janeiro 2011

lifestyle guidelines: optimistic minute of the month

tentar é difícil.
falhar é lixado.

falhar não é necessariamente um problema.

o problema não é não conseguir.
o problema é deixar de tentar.